Fim de semana no Rio Grande do Sul – Canela

Quem me conhece sabe como eu adoro o frio. Já acostumada com o inverno de Curitiba, vi numa promoção de companhias aéreas a oportunidade de conhecer um novo destino, ou melhor, dois, ainda mais gelados: Canela e Gramado. E o melhor, na temporada de inverno! 


Há tempos eu queria voltar ao Rio Grande do Sul. Já estive em Porto Alegre em outras duas ocasiões e gostei muito da cidade. Tenho uma amiga que é apaixonada pelo estado e pretende passar uma temporada estudando em Canela. Já eu, sou chocólatra e desde sempre quis conhecer Gramado. Por isso quando a WebJet anunciou promoção há algumas semanas, vimos a chance de matar a nossa vontade.
Compramos passagem para sábado de manhã. A princípio fiquei preocupada porque essa época é muito comum ter neblina pela manhã e o aeroporto Afonso Pena fechar por horas, atrasando os voos. Mas para nossa sorte, embarcamos quase sem nenhum atraso.  Uma hora depois estávamos em solo gaúcho. Escolhemos o Hotel Lido, no centro da cidade, com tarifa bem camarada (R$ 89 a diária para até 2 pessoas, no final de semana – sem café da manhã). Do aeroporto até lá foi muito fácil chegar, bastou pegar o metrô e descer na estação do Mercado. Dali subimos algumas quadras a pé e já estávamos no hotel. Muito bem localizado e uma excelente economia de táxi.

Passamos a tarde do sábado batendo perna pela cidade e desfalcando a conta bancária. Aviso: Porto Alegre é um atentado ao seu cartão de crédito se você gosta de botas!
Como o plano era ir no domingo pela manhã para Canela, não podíamos exagerar na noitada de sexta. Por isso fomos a uma casa noturna que já conhecíamos e a qual nos encanta o conceito de diversão, a Be Happy.

No domingo cedinho embarcamos para Canela. O ônibus que leva até a serra gaúcha é da linha Citral e custa cerca de R$ 25 a passagem de ida. Três horas depois desembarcamos na gelada cidadezinha.  O objetivo principal em Canela era ir até a Escola Castelli, onde minha amiga quer fazer sua pós em hotelaria. Era perto da hora do almoço e o comércio da cidade estava funcionando normalmente. Logo na chegada demos de cara com uma feira de produtos coloniais que estava sendo realizada próximo à rodoviária. A variedade de produtos ia desde um simples chimarrão, passando por móveis e roupas, até pão quentinho saído do forno.  
Dali seguimos até a avenida principal, de onde avistamos a famosa ‘Catedral de Pedra’. 


Ela pode ser vista de longe, imponente ao final da avenida, na Praça da Matriz.  O nome correto é Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, mas todos a chamam de ‘Catedral de Pedra’, por conta de ser toda coberta de basalto (inclusive o chão).  Ela começou a ser construída em 1953 e só ficou pronta em 1982, quando foi colocada a porta de madeira mogno que lhe conferiu o estilo gótico inglês.  A Igreja tem 65 metros de altura e um carrilhão de doze sinos de bronze, fabricados na Itália.  Em 2012 ela foi eleita uma das sete maravilhas do Brasil, juntamente com o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, o Teatro da Paz no Pará, o Museu de Arte de São Paulo, o Teatro Amazonas, a Usina Hidrelétrica de Itaipu no Paraná e o Santuário de Bom Jesus da Lapa na Bahia. E sinceramente, mereceu, pois é de encher os olhos!


Todavia, confesso que passamos pouco tempo admirando-a, porque o que me chamou meeesmo a atenção estava do outro lado da rua: uma loja de chocolates Caracol! E essa era apenas uma das muitas lojas que eu iria encontrar pela frente. Como não havia almoçado ainda evitei comer as tentações, porque sabia que se começasse não iria mais conseguir parar.  Mas o que mais me encantou na loja foi a área externa. As mesas ao ar livre tinham cadeiras acolchoadas e ainda eram disponibilizados cobertores marrons quentinhos para quem quisesse fazer o lanche do lado de fora. Fiquei tão encantada que acabei me esquecendo do principal: fazer uma foto.   : (

Passado o meu momento de encanto retomamos o caminho a fim de encontrar a Escola Castelli (lembram que esse era o objetivo da minha amiga, que a propósito, se chama Cris).  No caminho passamos por uma pracinha muito meiga que me fez pensar que estava dentro de um cenário de novela. A Praça João Correa é um dos palcos recheados de atrações na temporada de inverno de Canela. E dizem que influenciou muito na escolha do nome da cidade, pois Canela recebeu este nome devido a uma caneleira localizada nas proximidades da praça. A árvore servia de ponto de encontro e pousada para os tropeiros que cortavam o município pela tradicional estrada Júlio de Castilhos. Naquela manhã estava tendo show de MPB (às 11h da manhã) com uma cantora muito simpática.  Se foi difícil para a Cris me tirar de dentro da loja de chocolates, eu tive o troco na praça, pois ela simplesmente se apaixonou pelo lugar e não queria mais ir embora.

Logo depois da pracinha, mais uma parada para fotos, dessa vez no porta-retratos gigante (4 metros de altura) da cidade, que para alegria dos turistas, estava produzindo neve artificial a cada meia hora. Um luxo!



Caminhamos alguns muitos metros até encontrar a Escola Castelli, mas foi fácil, pois ela esta localizada na mesma avenida principal da igreja.  Como era domingo, estava fechada, mas mesmo assim deu para minha amiga babar um pouquinho. A Castelli Escola Superior de Hotelaria é uma das instituições mais bem requisitadas na área de Hotelaria.

 Cris em frente ao seu objetivo 
 

Como já era hora do almoço, decidimos comer em Gramado. Por sorte, em frente a escola havia um ponto de ônibus e embarcamos ali mesmo rumo ao nosso segundo destino do dia. Mas isso é assunto para o próximo post!

Ledinara Batista

Ledinara é jornalista, blogueira e estudante de turismo. Curitibana que adora turistar pela cidade, descobrindo lugares novos. Principalmente se esses lugares tiverem doces, guloseimas e Nutella! Suas descobertas estão aqui, no blog Férias NOW, onde dá dicas para você tirar férias, nem que seja em pensamento.

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