Dicas de viagem da Lee

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Nas minhas férias eu não viajei totalmente sozinha. Na metade da viagem encontrei minha amiga Eliane, que seguiu comigo os últimos 15 dias. Era a primeira vez que ela ia à Europa. E, para uma estreante, a Lee se mostrou mais precavida do que eu. 

Explico: quando viajo gosto de fazer planos iniciais, listar lugares para conhecer, ter um esboço do que vou fazer em cada lugar. Maaaaas… não sigo muito à risca. Se eu listei 6 lugares para ver em um dia e eu perceber eu só dará pra ver 5, não me importo tanto. Isso é bom porque você não se sente tão engessado no roteiro, mas também pode ser ruim porque nessas de ‘deixar pra outra oportunidade’, pode perder de conhecer um lugar espetacular ou de viver histórias pra contar. Esse é um dos quesitos que minha amiga é diferente de mim. Ela se planeja e é daquelas pessoas que enumera os pontos turísticos, calcula rotas e não desgruda do mapa.
Ao final da viagem, acabei aprendendo umas ‘dicas’ com ela, que usarei nas próximas. Brinquei que faria um post chamado ‘Dicas da Lee’ e depois acabei percebendo que não precisava ser brincadeira, afinal as dicas são simples e quebram um galhão. Olha só:

– Bota
Um sapato confortável é tudo. Tênis é um sonho de conforto nas viagens. Mas ele não permite que você fique elegante em qualquer situação. É aí que entram as botas. Eu sempre tenho uma que é a minha preferida nas viagens para lugares frios. Mas aprendi com a Eliane que uma boa bota para viagem precisa ser de couro. Descobri isso quando peguei um dia chuvoso em Lisboa. Logo nas primeiras horas do dia o meu pé ficou molhado. Já, ela terminou o dia com os pés intactos, super sequinhos. Invejei!

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Minha bota confortável que não resistiu à chuva

– Band-aid (ou qualquer outro curativo adesivo)
Eu nunca dei muita bola pra Band-aid, a não ser que fosse um corte que sangrasse ou uma bolha enorme nos pés. Mas a Lee me ensinou que usando eles antes, previne (ou pelo menos ajuda a tardar mais) a formação de bolhas e calos. Sempre pela manhã, eu reparava que ela colocava vários Band-aids na sola do pé, entre os dedos e no calcanhar. Um dia ela me explicou isso e resolvi experimentar. No final da noite percebi que realmente faz sentido. Além disso, também retarda o cansaço nos pés quando se anda o dia inteiro. Vale a pena experimentar.

– Secador de cabelo
Sempre levo um secador portátil quando viajo. Não gosto de ficar com cabelo molhado. E com a Lee aprendi que ele pode ser um excelente aliado na hora de secar aquela blusinha que você usou hoje, lavou e quer (ou precisa) usar no dia seguinte. Meio óbvio, mas que eu nunca tinha tentado: secar roupa com secador de cabelo. Claro que não se aplica a uma calça jeans, a não ser que você tenha horas pra fazer isso. Mas quando é uma roupa leve, até lingerie, é uma mão na roda. Aprendi!

– Casaco
Até então meus casacos de viagem eram sempre jaquetas. Pelo simples fato de não amassarem e caberem em qualquer espaço mínimo na mala. Só que sempre tinha um problema: na chuva elas não resistiam muito, pois não era impermeáveis. Quando estava em Madrid peguei alguns dias de muito frio e a Lee sempre falava: “compra um casaco comprido que você não passará frio e vai proteger da chuva”. Eu entrava nas lojas, via o tamanho deles e desistia da ideia. Não gosto de roupas que são volumosas. Até que uma noite passei tanto frio, mas tanto… que no dia seguinte, entrei na primeira Zara que vi e comprei um. Assim que saí na rua, a primeira pergunta que me ocorreu foi ‘Por que eu não fiz isso antes?’. Me apaixonei por ele! Preto, de comprimento que mantém metade das pernas aquecidas, e com bolso. Só faltou ter capuz para ser 110% perfeito. Depois disso vi que não precisava mais me vestir como uma cebola (em várias camadas), bastava colocar uma blusinha mais fina, de manga longa e o casaco. Sem contar que acho ele super elegante!

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– Câmera muito boa
Sempre tenho problemas com câmeras. Elas não duram muito na minha mão. Não quando são compradas por mim. Na última viagem de férias comprei uma compacta para levar. Pesquisei muito antes de comprar e optei por uma da Samsung que, pelo tanto de funções que tinha, eu não estranharia se ela separasse automaticamente as fotos, editasse-as e escrevesse o post no meu lugar.
Dois meses antes de viajar… tcharam…. a câmera estragou. Levei para a assistência e iria demorar um bom tempo para consertarem (ainda estou lutando com a assistência técnica porque depois de ‘arrumarem’, ela continua não funcionando). Então emprestei uma câmera de uma amiga. Câmera que ela considerava ‘simples, mas que faz boas fotos’. Se aquela era simples, a minha então, coitada. A câmera foi ótima! Obrigada Fer! O problema foi que acabou espaço no cartão antes do fim da viagem. Mas a Lee, mega prevenida, comprou uma câmera super power antes de embarcar. Foi com ela que fiz as fotos da última semana de férias. Ou melhor, ela dividiu comigo.
Sei que não adianta ter uma câmera profissional se você não tiver noções de fotografia. Eu tenho um pouco. Uso as semiprofissionais no modo automático na maioria das vezes. Em alguma ocasião em que tenho mais tempo, arrisco mexer em alguns outros modos. Mas ainda não sei acertar zoom manual, avaliar luz e todas aquelas coisas que um bom fotógrafo deve saber. Mas acredito (pelo menos comigo é assim) que uma câmera boa ajuda a ter boas fotos mesmo quando você não é um JR Duran da vida. Por isso voltei pra casa decidida a dar um adeus às compactas. Não, ainda não comprei a minha semiprofissional. Estou esperando uma próxima ida ao Paraguai!

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A câmera da Eliane

Ah! E tão importante quanto ter uma boa câmera, é lembrar de ter sempre um cartão extra e bateria/pilhas reservas. Afinal você nunca sabe quando o cartão vai encher no meio do dia ou a bateria vai morrer. É a sua viagem. Você quer, no mínimo, ter lindas fotos para relembrar depois.

– Não deixar para amanhã o que se pode fazer hoje.
Eis um dos aprendizados mais preciosos dessa última viagem. Lembro de quando estava em Londres e planejamos ir a Notting Hill. Mas o dia passou e já era noite quando chegamos lá. Caminhamos um pouco e estava bem deserto. Noite de domingo. Porém não lembrávamos o endereço da famosa Blue Door do filme. Caminhamos um pouco e nada de encontrar. Eu já estava bem cansada e não me importava em não ver a porta azul naquele dia. Entretanto, só tínhamos mais metade do dia seguinte ali e teríamos que voltar muito cedinho ou deixar o bairro para uma outra ocasião. Eu já tinha me decidido pela segunda opção, mas a Lee insistiu com essa premissa ‘Pra que deixar pra amanhã o que pode se fazer hoje?’. Caminhamos mais um pouco, encontramos um desconhecido, perguntamos e por sorte ele soube explicar onde era. E antes de chegar até ela, passamos pela charmosa livraria do filme. Contei tudo AQUI!
Resultado: se a Lee não tivesse persistido, teríamos ido embora da Inglaterra sem ter visto Notting Hill. Claro que voltaremos outras vezes para passear pelo bairro durante o dia, mas só a magia de tê-lo visto meia noite (sim, literalmente), valeu muito a pena!
Essa foi a parte bonitinha do aprendizado. Mas também houveram perrengues.
Estávamos em Porto e na manhã (madrugada) do dia seguinte iríamos de avião para Madrid. Detalhe: a companhia aérea era a bendita Ryanair. Quem já viajou com eles sabe o transtorno que isso pode significar.
Na euforia dos passeios, jantares, vinhos… esqueci que só podia fazer o check in online e até 2h antes do voo. Além de imprimir o bilhete. Quando lembramos, só deu tempo de fazer UM check in pelo celular. Eu contava com a sorte de poder imprimir na recepção do hotel, antes de sair. Mas, para o meu desespero, a impressora deles estava com problema. Quando chegamos ao aeroporto, constatamos aquilo que todo mundo fala: não fazer o check in ou não imprimir o bilhete pode custar uma amarga recordação financeira. Tudo isso teria sido evitado se eu tivesse feito isso com mais antecedência e não deixado para a última hora. Ou seja, nunca deixe para amanhã o que você pode fazer hoje! Principalmente se isso envolver burocracia de companhia aérea na Europa.

Esses foram alguns dos ‘aprendizados’ que tive com a Lee!

Organizadas... #sóquenão

Organizadas… #sóquenão

 

 

lee - eliane

 

 

 

 

Ledinara Batista

Ledinara é jornalista, blogueira e estudante de turismo. Curitibana que adora turistar pela cidade, descobrindo lugares novos. Principalmente se esses lugares tiverem doces, guloseimas e Nutella! Suas descobertas estão aqui, no blog Férias NOW, onde dá dicas para você tirar férias, nem que seja em pensamento.

2 Responses to “Dicas de viagem da Lee”

  1. avatar
    1
    Eliane Luz Says:

    Olha só! Aprendeu direitinho.

    A máquina fotográfica você sabe muito bem que tem de me visitar em breve e comprar aqui na fronteira.

    bjuuus

  2. Ledinara Batista
    2
    Leidinara Batista Says:

    Siiim! Em breve quero turistar mais pelo Parisguai dona Eliane!

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